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sexta-feira, 1 de julho de 2011

FONTES GERADORAS DE GRANDE SOFRIMENTO

Texto recebido por email de Osvaldo Oliveira em 01 de Julho de 2011

Por  Rosemeire Zago

O sofrimento com certeza pode estar relacionado com situações que acontecem no presente, mas é importante buscar sua origem no passado, pois muitas vezes a dor original, aquela primeira vez que sentimos algo semelhante ao que nos faz sofrer hoje, vem lá de trás e sequer lembramos ou relacionamos com o sofrimento atual. Igualmente importante é percebermos nossas reações diante dos acontecimentos, pois eles fazem muita diferença naquilo que sentimos. Como você tem reagido a cada situação? Pense sobre isso.


Há ainda algumas fontes de grande sofrimento:




A rejeição . Assim como o abandono quando criança, é uma das causas que mais deixam sequelas em nós adultos. Pode acontecer por pais ausentes ou mesmo quando presentes pela falta de demonstração de apoio, carinho e amor. Crianças que sentiram rejeição ou abandono pelos pais ou por um deles

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A NATUREZA FEMININA E SUAS ESCOLHAS OBJETAIS

Um texto recebido por email de Osvaldo Oliveira em 21 de maio de 2011.


Por Jaqueline Meireles
Pscóloga/Psicoterapeuta


Ao longo da trajetória da psicanálise, a visão da sociedade em relação à mulher passa por vários momentos.

Ao falar sobre a sexualidade feminina surgem variáveis que de certa forma vem contribuir para o estudo, no caso dos tabus sexuais, na mulher sempre foi negada o prazer, seus “órgãos sexuais” eram visto como função unicamente reprodutora, tendo que suprir seu prazer com “arte”, no sentido do ser mãe e esposa (do lar), não mulher.

Dessa forma, muitas mulheres direcionam seu gozo para outras funções fora do desejo sexual, cuja busca pelo prazer sexual vai se tornando um sonho cada vez mais distante do corpo, não só do corpo físico, também do psíquico.

O complexo de castração vai influenciar em suas escolhas objetais, quer seja emocional, profissional ou sexual. Contudo, é bom salientar que

quinta-feira, 31 de março de 2011

CRÔNICA DA LOUCURA

Um texto de Luis Fernando Veríssimo, recebido por email por mim de Juliana Rocha Rodrigues em 31 de Março.


O melhor da Terapia é ficar observando os meus colegas loucos.

Existem dois tipos de loucos. O louco propriamente dito e o que cuida do louco: *o analista, o terapeuta, o psicólogo e o psiquiatra*. Sim, somente um louco pode se dispor a ouvir a loucura de seis ou sete outros loucos todos os dias, meses, anos. Se não era louco, ficou.

Durante quarenta anos, passei longe deles. Pronto, acabei diante de um louco, contando as minhas loucuras acumuladas. Confesso, como louco confesso, que estou adorando estar louco semanal.

terça-feira, 22 de março de 2011

A MULHER HISTÉRICA

Posto hoje um texto recebido por email de nosso colega Osvaldo Oliveira no dia 01 de Março.

Texto publicado em 26/12/2005 e escrito por Maurilton Morais, residente em Natal - RN, médico psiquiatra e terapeuta cognitivo-comportamental. Para mais informações sobre o autor acesso o site: http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=4027



A mulher histérica é coquete e necessita de público. Chama a atenção ao primeiro contato pelo estilo “cheguei”, teatral, artificioso, inautêntico, carente de atenção e elogios. O paranóide tenta dominar o mundo pela lógica cruel de seu delírio; o obsessivo vence pela rigidez da organização; o histérico conquista – e principalmente as mulheres histéricas – pelo gracioso jogo da sedução. Mesmo que a tenhamos visto ou conversado muito superficialmente, abraça-nos efusivamente, beija-nos, diz que nos adora.
A mulher histérica faz-nos parecer velhos amigos. Não deixa de ser agradável a falsidade da mulher histérica, especialmente quando a vida está carregada do amargor dos dias. Sem sombra de dúvidas, perdoem-me os perfeccionistas, mas o “me engana que eu gosto”, por vezes, na solidão, faz falta.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

PSICANÁLISE E PSICOTERAPIA - Uma Articulação Teórico-Clínica

 Um texto de:
Carlos Leal, Elizabeth Hermanson, Jocelém Botelho e Maria Helena Peixoto de Oliveira*
 
              Viver uma experiência psicanalítica, tanto do lugar de analista como de analisando, é poder praticar a arte do falar e do ouvir.
            Foi ouvindo que Freud criou a psicanálise e, justamente ouvindo, é que a psicanálise pode constantemente se recriar.
            O que dizem nossas clínicas?
            Nos últimos tempos, uma série de artigos contrapondo psicanálise e psicoterapias vêm sendo publicados, tanto no Brasil como no exterior, procurando delimitar fronteiras e estabelecer identidades teórico- clínicas.
            O que significa isso? A psicanálise mudou? Os “tempos” mudaram? As subjetividades têm novos modelos de se constituir? A globalização invade as práticas clínicas?
Quem de nós, psicanalistas, nunca se perguntou, no refúgio das paredes de seus consultórios, se o que faz com aquele determinado paciente é psicanálise ou não?
            É psicoterapia ou psicanálise? Implicando a questão, na maioria das vezes, em juízos de valor.
            Tentando pensar esse contraponto, que não é novo, pois Freud já se referira a ele, nos propomos a fazer um estudo considerando como eixos de reflexão os aspectos históricos, a identidade teórico-clínica destas práticas, e as questões relacionadas à formação e identidade dos terapeutas no contexto atual.  
Contextualização Histórica
 De que forma compreendemos a relevância deste tema no contexto da clínica contemporânea ?
            Partindo dos verbetes sobre Psicanálise e Psicoterapia enunciados por Laplanche e Pontalis (1983) no seu Vocabulário de Psicanálise:
 

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

PSICANÁLISE LACANIANA

Neste texto está presente um resumo, meu em colaboração do colega Osvaldo Oliveira, da palestra expositiva organizada e ministrada pelas professoras e psicólogas Carla Cristina Valota Esteves e Janaina Bianchi, no dia 24 de novembro do ano de 2010. Com o objetivo de melhor esclarecer a Psicanálise Lacaniana, e, de certa forma, para a retirada de alguns preconceitos para com essa teoria.

Para tanto, tomemos o exemplo citado pela professora e psicóloga Janaina Bianchi quando menciona uma frase de Jacques Lacan que, perante entrevista, afirma que não é lacaniano, como alguns ditos seguidores, mas sim freudiano.

A palestra teve seu início com alguns conceitos como:
·        Outro: o Outro com o “O” maiúsculo, representando para a teoria em questão o Outro significativo, de grande importância na vida do sujeito, sendo assim, chamado de grande Outro.
·        outro: com “o” minúsculo, são todos os outros que coexistem com o sujeito, mas que não possuem significativa importância, dito como o “pequeno outro”.
·        Significante: palavras que constituem o Inconsciente, este que, para Lacan, é visto como Linguagem. Os significantes carregam em si os seus significados.
·        Complexo de castração: momento onde a criança se depara com a diferença de sexo. Com a falta do pênis na menina e a presença do mesmo no menino. Fala exemplificadora de cada sexo: menino pensa, ao passar pelo complexo de castração: “Tenho o que o Outro (neste caso, na maioria das vezes, a mãe) ou outro não tem, vão tirar o meu”; menina pensa, no mesmo caso: “Não tenho o que o Outro (geralmente o pai ou quem faz representação do mesmo) o outro tem; logo, é culpa da minha mãe, que também não tem.”

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

GLOSSÁRIO COM TERMOS PSICANALÍTICOS



1) Ab-Reação - Descarga emocional, pela qual o afeto ligado a uma recordação traumática é liberado, quando esta, até então inconsciente, chega à consciência. A ab-reação pode ser provocada durante o processo terapêutico, mas põe também ocorrer espontaneamente.
2) Acting-Out - Expressão inglesa, que em sua essência significa substituição momentânea do pensamento pela ação, onde domina o caráter impulsivo, e a incapacidade para raciocinar. Na psicanálise é interpretado como o retorno abrupto de um conteúdo reprimido (ver repressão), cujo afeto é demasiado intenso para ser descarregado em palavras.
3) Afeto - Termo geral que designa os sentimentos e emoções. Considera-se que o afeto nem sempre está ligado à idéia (recordação, representação). No caso em que a recordação é muito dolorosa e ameaçadora, o ego a reprime (ver repressão) mas o afeto correspondente pode se deslocar para outras idéias associadas menos perigosas, ludibriando a censura e liberando-se parcialmente ao chegar à consciência.
4) Agorafobia - Forma de fobia onde o indivíduo teme os espaços abertos (ruas, praças, campos abertos ) e reage com angústia ao ter que enfrentá-los sozinho.
5) Angústia - Reação emocional intensa como resposta a um perigo real ou imaginário (angústia automática). Na psicanálise essa angústia automática é resultado de uma fluxo incontrolável de excitações de origem interna ou externa.
6) Aparelho Psíquico - Designa os modelos concebidos por Freud para explicar a organização e o funcionamento da mente. Para isso ele propôs algumas hipóteses entre as quais as mais conhecidas são: a hipótese econômica que concerne essencialmente á quantidade e movimento da energia na atividade psíquica; a hipótese topográfica que tenta localizar a atividade mental em alguma parte do aparelho, que ele divide em: consciente preconsciente e inconsciente; e a hipótese estrutural na qual ele divide a mente em três instâncias funcionais: Id, ego e superego, atribuindo a cada uma delas uma função específica.