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quarta-feira, 14 de maio de 2014

O TRABALHO COMO CONDIÇÃO DIFERENCIAL NO DESEMPENHO ACADÊMICO

Este trabalho foi meu artigo entregue para a conclusão do curso. Decidi disponibiliza-lo na íntegra aqui para que outras pessoas tenham acesso aos resultados e dados expressos a fim de poderem, cada vez mais, aprofundar nesta área ou mesmo complementar outras pesquisas.

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O TRABALHO COMO CONDIÇÃO DIFERENCIAL NO DESEMPENHO ACADÊMICO

WORK AS A DIFFERENTIAL CONDITION IN ACADEMIC PERFORMANCE


FRANÇA, Italys de S.[1]; CASSARO, Marlene C.[2]



Resumo

É de conhecimento que o trabalho influencia todos os âmbitos de nossa vida e não seria diferente no que diz respeito ao desempenho acadêmico, mais especificamente a gestão de tempo do aluno que trabalha. Foi realizada uma pesquisa de campo, quantitativa com alunos dos 1º e 5º anos de Psicologia de uma faculdade particular de ensino com o objetivo de verificar se a condição de trabalhador influencia no fator de gestão de tempo da população alvo. Para a realização da pesquisa foi utilizado questionário baseado no QVA (Questionário de Vivências Acadêmicas). Na pesquisa 54,47% dos acadêmicos disseram trabalhar e 45,53% marcaram que não possuem emprego, foi encontrado que a média dos itens com efeitos negativos relacionados com a boa gestão de tempo do acadêmico foi assinalada por 35,07% dos alunos que trabalham, contra 9,82% dos que não possuem emprego, percebendo-se então que a situação de trabalhador influencia negativamente na gestão de tempo dos acadêmicos.

Palavras-chave: Desempenho acadêmico, trabalho, gestão de tempo.

Abstract

It is common knowledge that the work influences all areas of our lives and would be no different with regard to academic performance, specifically the time management of the worker student. We conducted a field research, quantitative with students of 1st and 5th years of Psychology of a private college education in order to verify if the condition of worker influences the time management factor of the target population. For the research was used questionnaires based QVA (Academic Experiences Questionnaire) In the search, 54.47% of academicians said they are workers and 45.53% marked that do not have jobs, found that the average of the items with negative effects related with good time management was marked by the 35.07% of students who work, against 9.82% of those who do not have jobs, realizing then that the worker situation negatively influences in academicians managing time of.

Keywords: Academic performance, work, time management.




[1]Discente do último ano do curso de Psicologia do Centro Universitário da Grande Dourados / MS; italysf@gmail.com
[2] Docente orientadora, graduada em Psicologia pelo Centro Universitário da Grande Dourados Unigran (2003). Experiência na área de Psicologia clínica, especialista em terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), Psicóloga Perita examinadora,especialista em psicologia do trânsito, Supervisora de estágios clínico e Psicologia Escolar do Centro Universitário da Grande Dourados / MS; marlenecostaprof@hotmail.com.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

FONTES GERADORAS DE GRANDE SOFRIMENTO

Texto recebido por email de Osvaldo Oliveira em 01 de Julho de 2011

Por  Rosemeire Zago

O sofrimento com certeza pode estar relacionado com situações que acontecem no presente, mas é importante buscar sua origem no passado, pois muitas vezes a dor original, aquela primeira vez que sentimos algo semelhante ao que nos faz sofrer hoje, vem lá de trás e sequer lembramos ou relacionamos com o sofrimento atual. Igualmente importante é percebermos nossas reações diante dos acontecimentos, pois eles fazem muita diferença naquilo que sentimos. Como você tem reagido a cada situação? Pense sobre isso.


Há ainda algumas fontes de grande sofrimento:




A rejeição . Assim como o abandono quando criança, é uma das causas que mais deixam sequelas em nós adultos. Pode acontecer por pais ausentes ou mesmo quando presentes pela falta de demonstração de apoio, carinho e amor. Crianças que sentiram rejeição ou abandono pelos pais ou por um deles

quinta-feira, 9 de junho de 2011

ABRAHAM MASLOW - Teoria

ZENGO, C. et al.

1 INTRODUÇÃO


Abraham Maslow nasceu em Nova York, em 1908, filho de imigrantes judeus. Seu treinamento inicial não correspondeu a seus interesses futuros, pois ele estudou o comportamento dos primatas na Universidade de Wisconsin, sob orientação de Harry Harlow, que lhe ensinou a importância da metodologia e da observação científicas, e o expos ao trabalho dos antropólogos sociais.
Após concluir seu doutorado, em 1934, voltou para Nova York para ensinar Psicologia no Brooklyn College. Enquanto estava ensinando, Maslow conheceu vários intelectuais que haviam emigrado da Europa, incluindo psicanalistas de renome, incluindo o pioneiro da Gestalt, Max Wertheimer, que o levaram a perceber a importância de enxergar a pessoa como um todo e não como partes isoladas.
Abraham Maslow foi uma das principais figuras do Humanismo, rejeitando as abordagens psicanalíticas e behavioristas, que segundo ele ignoram os aspectos positivos da vida, como a criatividade e o amor.
Descreve uma força motivadora, ”chamada auto-realização” (Kurt Goldstein); que se concentra no potencial do crescimento humano e nas características de indivíduos saudáveis.
No início da década de 1950, ele considerava a psicanálise como a melhor abordagem terapêutica disponível, mas pouco a pouco foi desencantando-se com as influencias Freudianas.
No final da década de 1960, rejeitou o determinismo pessimista de Freud em prol do que ele chamava de terceira Força na Psicologia, sendo a psicanálise e o Behaviorismo as duas primeiras.
É como se Freud nos oferecesse a metade doente da psicologia e nós precisássemos agora preencher a metade saudável.

ABORDAGEM COGNITIVA

CHIMENEZ, V. A. et al.

1 INTRODUÇÃO



A abordagem cognitiva na psicologia foi uma resposta ao behaviorismo, que era a escola predominante de psicologia experimental na época. Não foi uma revolução contra o behaviorismo com o objetivo de transformar o behaviorismo em uma maneira melhor de desempenhar a psicologia adicionando-se um pouco de mentalismo nela. Seu objetivo era descobrir e descrever formalmente o sentido que os seres humanos criavam de suas experiencias com o mundo, e então para propor hipóteses sobre o que os processos de sentido-feitio implicavam.
Neste trabalho procuramos proporcionar um melhor entendimento da Abordagem cognitiva procurando enfatizar seu surgimento e seus pressupostos teóricos.

ESQUIZOFRENIA

CASSOL, D. S.; MIRANDA, D. P.; MORINIGO, J. K. D.; PERACCHIA, A. B.; ROCHA, B. da S.; SALDANHA, P. A. V.


1 INTRODUÇÃO


Nosso trabalho investiga o papel do psicólogo com paciente que sofrem de esquizofrenia, vale ressaltar existem várias formas de conceituar ou entender os conteúdos psicológicos, onde focamos na analise biológica, que é mais conhecida como modelo médico, essa teoria é ligada aos medicamentos psicofármacos.
Essa abordagem busca compreender de maneira global e na obtenção de uma visão mais precisa e detalhada na condição física e das características humanas, essa linha utiliza medicamentos para tratar o comportamento anormal, é um nível prático, as drogas aliviam os sintomas, mas isso não prova que estão realmente está tratando as causas do transtorno, pois é considerada uma pesquisa genética.
O critério da abordagem biológica enxerga o comportamento anormal como uma causa fisiológica, seu maior sucesso é que na terapia com uso de drogas tem produzido importantes benefícios aos indivíduos, porque seu papel crucial é no alivio de sofrimento associado com os transtornos mentais.
Na abordagem biológica obtêm a três hipóteses que podem ocasionar a esquizofrenia, uma delas é a hipótese de um excesso de dopamina que está relacionada na superatividade nas vias neurais, ou seja, um desiquilíbrio neuroquímico. O fator genético pode ser também uma das causas, pois fizeram estudos que comprovaram que a incidência de indivíduos que sofrem esquizofrenia entre os gêmeos idênticos seriam de 100%.

OS MECANISMOS DE DEFESA NA ABORDAGEM PSICANALÍTICA

SILVA, A. V.; SILVA, G. L. da; ALMEIDA, M. A. L.; OLIVEIRA, O. J. de; MACÁRIO, T.


1 INTRODUÇÃO

“Medidas de proteção adotadas pelo Ego (Princípio da Realidade) contra os impulsos provenientes do Id (Princípio do Prazer)”.
(Anna Freud)

Na estrutura psíquica, o ego surge em resposta às frustrações e exigências que o mundo externo impõe ao organismo. À medida que se desenvolve, aprende a obedecer o princípio da realidade, enquanto que o id persiste seguindo o princípio do prazer.
Obviamente, então, haverá conflito entre o ego e o id. O superego incorporou-se ao ego como um controle automático devido às exigências impostas pelo meio. Entretanto, o próprio meio pode ser fonte de tentações para os impulsos do id e haverá então um conflito entre o ego e o superego.
Em vista disto, desenvolvem-se os mecanismos de defesa destinados a proteger a pessoa contra impulsos ou afetos que possam ocasionar aqueles conflitos, os quais são fontes de angustia. A angústia é a reação do ego diante da percepção inconsciente de qualquer ameaça a sua integridade e se traduz por sintomas e sinais equivalentes a uma reação intensa de medo, porém sem objeto aparente. As ameaças podem provir da própria natureza e intensidade do impulso, do sentimento de culpa frente ao superego se houver satisfação do impulso, do sentimento de inferioridade se o impulso não for satisfeito e do receio da crítica social se o indivíduo não rejeitar as próprias tendências.
Os mecanismos de defesa têm funções protetoras e alguns deles são empregados por todos, na vida cotidiana, para conseguir a estabilidade emocional. Podem ser usados para auxiliar na integração da personalidade, apoiando-a na adaptação ao meio e nas relações interpessoais. Entretanto, seu uso pode ser feito de forma inadequada ou mesmo destrutiva, tornando-os em si mesmos, ameaças para o bom funcionamento do ego, levando ao aparecimento de distúrbios psicológicos.


A PSICOLOGIA EM PERSPECTIVA

ALBUQUERQUE, T.; BARBOZA, C.; JUREMEIRA, R.; MARQUES, F.


1 INTRODUÇÃO

Com o passar dos anos e o amadurecimento da ciência psicologia podemos perceber uma crescente necessidade de mudar nossas visões acerca dos métodos. O ser humano permanece uma incógnita e está longe de ser totalmente compreendido.
O presente trabalho nasce deste anseio e visa apresentar novas perspectivas e abordagens que ampliam nosso modo de pensar nos questionando sobre o modelo atual de se fazer ciência.


2. OBJETIVOS

Este trabalho tem por objetivo proporcionar um maior entendimento da problemática que enfrentam os pesquisadores em psicologia, bem como apresentar novas perspectivas de visão para pesquisas compreensões na área.


quarta-feira, 8 de junho de 2011

TERAPIA COGNITIVA-COMPORAMENTAL E O COMPORTAMENTO SOCIAL

ABREU, A.; BATISTA, R.; BATTISTI, C.; FRANÇA, I.; PACHECO, A.; RODRIGUES, R.


1 INTRODUÇÃO

O trabalho tem por objetivo o foco na descrição da Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) e como essa abordagem trabalha, por meio da explicação de suas principais técnicas. Busca, ainda, tratar do comportamento social, seus aspectos influentes e como este é abordado pela TCC.


2 CONCEITOS

2.1 Terapia Cognitivo Comportamental

A Terapia Cognitivo Comportamental busca a mudança no pensamento e no sistema de crenças do cliente, pois as emoções e sentimentos disfuncionais são causados, não por situações determinadas, mas sim pela forma com que as pessoas vivenciam e enxergam tais situações. (BECK, 1997, apud SOUZA e CÂNDIDO, 2010)
Range (2001), citado por SOUZA e CÂNDIDO (2010), menciona que é por meio desta terapia que, terapeuta e cliente trabalham juntos, tanto para identificar quanto para testar os pensamentos automáticos, que estariam prejudicando o cliente a realizar suas metas. As autoras ainda nos trazem a colaboração de Beck (1997), onde ele postula que além dos pensamentos automáticos, na terapia ainda são trabalhadas as crenças subjacentes ou intermediárias e as crenças nucleares ou centrais.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

MASLOW, teoria

 ZENGO, Cleide G. et al.


1 INTRODUÇÃO


Abraham Maslow nasceu em Nova York, em 1908, filho de imigrantes judeus. Seu treinamento inicial não correspondeu a seus interesses futuros, pois ele estudou o comportamento dos primatas na Universidade de Wisconsin, sob orientação de Harry Harlow, que lhe ensinou a importância da metodologia e da observação científicas, e o expos ao trabalho dos antropólogos sociais.
Após concluir seu doutorado, em 1934, voltou para Nova York para ensinar Psicologia no Brooklyn College. Enquanto estava ensinando, Maslow conheceu vários intelectuais que haviam emigrado da Europa, incluindo psicanalistas de renome, incluindo o pioneiro da Gestalt, Max Wertheimer, que o levaram a perceber a importância de enxergar a pessoa como um todo e não como partes isoladas.
Abraham Maslow foi uma das principais figuras do Humanismo, rejeitando as abordagens psicanalítica e behaviorista, que segundo ele ignoram os aspectos positivos da vida, como a criatividade e o amor.
Descreve uma força motivadora, ”chamada auto realização” (Kurt Goldstein); que se concentra no potencial do crescimento humano e nas características de indivíduos saudáveis.

terça-feira, 5 de abril de 2011

BEHAVIORISMO

CORREIA, Camila. et al.

BEHAVIORISMO

Trabalho apresentado à Disciplina de Psicodiagnóstico I, do 7º semestre, do Curso de Psicologia da Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde.
Professora: Lia Dauber



1 INTRODUÇÃO

A partir da década de 1950, a análise do comportamento nos Estados Unidos expandiu, e as pesquisas em análise do comportamento aplicada e pesquisas teórico-conceituais tornaram-se, respectivamente, ramificações da análise experimental do comportamento e de sua filosofia, o behaviorismo radical (CRUZ, 2006).
No Brasil, a análise do comportamento dá os seus primeiros passos na década de 1960 com as aulas do professores F.S.Keller na Universidade de São Paulo e a subseqüente criação dos programas de pós-graduação em psicologia experimental na USP e UNB (MATOS, 1996 apud CRUZ, 2006).
A abordagem comportamental de inspiração behaviorista radical tem tentado através do estudo de modelos experimentais, entender as variáveis de controle de vários problemas humanos. Desta forma, seus estudos buscam descrever causas, efeitos de variáveis e possíveis formas de modificar esses problemas. Sua metodologia prioriza o estudo do sujeito único, em suas relações comportamentais estabelecidas com o ambiente no qual está inserido. Mais importante do que a descrição das respostas que trazem os indivíduos aos consultórios, é o conhecimento da função que essas respostas apresentam nesse ambiente. O modelo é darwinista, baseia-se em seleção das respostas (ditas “comportamentos”) por conseqüências e portanto não discute as manifestações comportamentais em termos de normal e patológico (CRUZ, 2006).
Este trabalho tem como objetivo descrever as técnicas utilizadas na análise do comportamento seguindo o modelo Behaviorista.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

FASES DO DESENVOLVIMENTO

Um resumo feito das aulas de Psicologia da Personalidade, ministradas pela prof. Elizete Bach
“Muito fácil achará frases entre aspas, provavelmente serão anotações minhas.”

FASE ORAL: +ou- até 1 ou 2 anos (caminhar até retirar das fraldas)

A influencia do erotismo oral na formação do caráter (ABRAHAM)
1ª relação objetal; incorporações orais ► introjeção

Objetos do erotismo oral:

*Estimulação auto-erótica, prazerosa da zona oral.
*Incorporação de objetos: canibalismo, sadismo

Abraham divide:
1-      Fase oral: predomina a sucção, é pré-objetal, narcisismo primário (relação apenas consigo mesmo), pré-ambivalência (amor e ódio, querer e não querer);
2-      Fase oral-sádica: começa com o surgimento dos destes, ambivalência (sentimento de gratidão e tem ódio), predomina a mordedura, narcisismo secundário (vê a importância do outro, mas em função de si).

Efeitos no adulto d erotismo oral (ABRAHAM):
Oral ativa
►acentuação do morder
►ambivalencia
►ambição
►hostilidade
►insatisfação
►inveja

INTELIGÊNCIA

Por Italys França

Gardner ( 1995) classifica 7 tipos de inteligências, são elas:
LÓGICO-MATEMÁTICA - está associada diretamente ao pensamento científico ao raciocínio lógico e dedutivo.
LINGÜISTICA - está associada à habilidade de se expressar por meio da linguagem verbal, escrita e oral.
ESPACIAL - está associada ao sentimento de direção, à capacidade de formar um modelo mental e utilizá-lo para se orientar
CORPORAL-CINESTÉSICA - está associada aos movimentos do corpo que pode ser um instrumento de expressão .
INTERPESSOAL - está associada à capacidade de se relacionar com as pessoas.  De entender as intenções e os desejos dos outros e, conseqüentemente, de se relacionar bem com eles.
INTRAPESSOAL - está associada à capacidade de se estar bem consigo mesmo, de conseguir administrar os próprios sentimentos, de se conhecer e de usar essas informações para alcançar objetivos pessoais.
MUSICAL - está associada à capacidade de se expressar por meio da música, ou seja, dos sons organizando-os de forma criativa a partir dos tons e timbres.
E atualmente estuda a inteligência NATURALISTA, que está associada ao ser humano reconhecer objetos na natureza.

Robert Sternberg (1997) desenvolveu a Teoria Triárquica, onde diz que os processos mentais relacionados com a inteligência são três: os metacomponentes, que estão ligados a componentes de resolução de problemas e tomada de decisões; os componentes de desempenho, que são processos mentais que permitem executar as ações determinadas pelos metacomponentes e os componentes de aquisição de conhecimento que nos permite adquirir informações novas. A teoria também está dividida em três subcategorias: a analítica, a criativa e a contextual ou pratica.
Feuerstein (1996) com sua sua Teoria da Modificabilidade Cognitiva Estrutural dia da inteligência como adaptação à realidade, em processo contínuo de construção, resultante das Experiências de Aprendizagem Mediadas - EAM, que procuram tornar o sujeito equipado com modalidades de aprendizagem que produzem nele um alto grau de sensibilidade e de disponibilidade a utilizar as suas experiências de maneira mais ampla.
REFERÊNCIA
Disponível em: http://www.centrorefeducacional.com.br/gardner.htm. Acesso em: 22 set. 2008
Disponível em: http://www.esmf.pt/frontpage/subpagintel.htm. Acesso em: 22 set. 2008
SILVA, Marcelo Carlos da. Feuerstein e a Teoria da Modificabilidade Cognitiva Estrutural. São Paulo/SP, 2006. Disponível em: http://www.psicologia.com.pt/artigos/textos/A0276.pdf . Acesso em: 22 set. 2008

ALIANÇA TERAPÊUTICA

 Por Italys França et al.

          Considerada a variável mais crucial para o sucesso de uma psicoterapia, a aliança terapêutica é o conceituada como relação dual, uma formação de compromisso entre duas pessoas, uma verdadeira aliança. Pode ser definida como relação positiva e estável entre paciente e terapeuta, o que facilita o cumprimento de todo processo terapêutico, evitando assim, o abandono.
            Em 1893, Freud menciona que “em análise transformamos o paciente num colaborador”, garantindo que é necessário, primeiramente o elo existente entre paciente e o tratamento, para que posteriormente possa ser tratado analiticamente.
            O conceito “aliança terapêutica” diz respeito à capacidade do paciente de estabelecer uma relação de trabalho com o terapeuta, em oposição às reações transferenciais regressivas e à resistência (Eizirik e Cols., 1998). De acordo com essa variável relacionada à psicoterapia o paciente se coloca em posição de colaborador ativo do processo psicoterápico, sendo que independente de seus aspectos doentios conserva uma parte racional que se relacionará ao terapeuta com o objetivo de levar à diante as tarefas a serem desempenhadas nessa psicoterapia, e assim estará formada a aliança.
Sifneos (1976) estabeleceu um critério para que uma boa aliança terapêutica seja adquirida, esse critério compreende que o paciente tenha que ter estabelecido pelo uma relação emocional significativa em seu passado. Melanie Klein acredita que a AT teria sua origem já nas relações objetais precoces e também relação criança/seio.

PARAPRAXIAS

Parapraxias, mais conhecidas como Atos Falhos. Erros do quotidiano, porem com um significado das ações que seriam originárias do inconsciente. Erros estes que só podem ser descobertos pelo método psicanalítico da associação livre, que uma vez descoberto é inquestionável.
Podem ser subdivididas em 3 categorias:

1ª: onde o impulso emocional é liberado sem repressão, então o ato é feito. Por exemplo se constuma sempre andar por um lugar ou fazer determinada coisa de uma forma rotineira e em algum momento mudar esse comportamento, isso terá um motivo que, se conseguir perceber que mudou, poderá chegar a resposta;

2ª: onde o impulso emocional não é completamente reprimido e o ato sai perturbado, [eu diria difícil de se perceber, pois é como, acredito, um "erro" na fala ou na memória (pode-se reparar quando se esquece algo importante, mas que você não tinha vontade de fazer ou quando não lembra de ir em determinado local, por exemplo), como podemos ver no texto]. Usando como exemplo o mesmo do texto onde a mulher diz: "Ele pode comer e beber o que eu quero".  Aqui temos um "erro" na hora de se expressar, pois ele pode comer e beber o que ELE quer e não o que ELA quer, onde ve-se assim um desejo inconscientemente passado de dominar o marido;

3ª: onde o impulso emocional é completamente reprimido e o ato é inibido, ou seja, a pessoa não faz mais. Podemos dizer que você ao contrário do primeiro caso, ao invés de mudar de rumo ou a forma de realizar determinada tarefa, simplesmente não andasse mais e não realizasse mais a tarefa que antes era desenvolvida. Seria o esquecer algo também. Quando você vai a algum lugar e por algum motivo esquece algo que realmente necessita, você terá que voltar para buscar, então entende-se que seja um Ato Falho ou Parapraxia, pois inconscientemente você estava querendo voltar ao lugar e por isso "esqueceu" o objeto lá.


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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A DINÂMICA DA TRANSFERÊNCIA



O tópico quase inexaurível da transferência foi recentemente tratado por Wilhelm Stekel [1911b] nesse periódico, em estilo descritivo. Gostaria de, nas páginas seguintes, acrescentar algumas considerações destinadas a explicar como a transferência é necessariamente ocasionada durante o tratamento psicanalítico, e como vem ela a desempenhar neste seu conhecido papel.
Deve-se compreender que cada indivíduo, através da ação combinada de sua disposição inata e das influências sofridas durante os primeiros anos, conseguiu um método específico próprio de conduzir-se na vida erótica - isto é, nas precondições para enamorar-se que estabelece, nos instintos que satisfaz e nos objetivos que determina a si mesmo no decurso daquela. Isso produz o que se poderia descrever como um clichê estereotípico (ou diversos deles), constantemente repetido - constantemente reimpresso - no decorrer da vida da pessoa, na medida em que as circunstâncias externas e a natureza dos objetos amorosos a ela acessíveis permitam, e que decerto não é inteiramente incapaz de mudar, frente a experiências recentes. Ora, nossas observações demonstraram que somente uma parte daqueles impulsos que determinam o curso da vida erótica passou por todo o processo de desenvolvimento psíquico. Esta parte está dirigida para a realidade, acha-se à disposição da personalidade consciente e faz parte dela. Outra parte dos impulsos libidinais foi retida no curso do desenvolvimento; mantiveram-na afastada da personalidade consciente e da realidade, e, ou foi impedida de expansão ulterior, exceto na fantasia, ou permaneceu totalmente no inconsciente, de maneira que é desconhecida pela consciência da personalidade. Se a necessidade que alguém tem de amar não é inteiramente satisfeita pela realidade, ele está fadado a aproximar-se de cada nova pessoa que encontra com idéias libidinais antecipadas; e é bastante provável que ambas as partes de sua libido, tanto a parte que é capaz de se tornar consciente quanto a inconsciente, tenham sua cota na formação dessa atitude.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Melanie Klein e Winnicott


Teve muitas perdas em sua vida. Perdeu o irmão aos 4 anos de idade, aos 18 perdeu o pai e aos 21 o irmão. Conhece a psicanálise aos 35 anos apenas. Se casa com um engenheiro químico e muda-se para Budapeste. Conhece a obra de Freud e inicia terapia com Ferenczi por um ano e meio. Até então, tinha crises depressivas, relações conturbadas e sumiços. Ferenczi sugere que ela atenda crianças. Seu primeiro paciente é o próprio filho a quem ela se refere como Fritz (seu nome era de fato Erik). Ele tinha 7 anos e dificuldades de aprendizado por razões emocionais. Muda para Berlim e passa a fazer análise com Karl Abraham, que morre em seguida. Klein se isola e cria uma inimiga, Helgh Hellmuth.
É convidada a permanecer em Londres depois de uma palestra em que tratou de Fritz. Com a vinda de Freud para Londres, cria-se dois grupos: o de Klein, onde a criança pode ser analisada desde muito cedo, no mesmo modo dos adultos (transferência, inconsciente, etc) e o grupo de Anna Freud que afirmava não haver transferência antes da resolução Edipiana.

Klein usava brincadeiras para acessar o inconsciente infantil. Associação livre a partir dos 2,5 anos.

A teoria de Anna Freud dá origem à Teoria do Ego (Americana) que visa a adaptação.
A teoria de Klein diz respeito a duas pulsões: de vida (gratidão) e de morte (inveja).