ALBUQUERQUE, Ted W. P. de; CASSOL, Diego Sousa; MARQUES, Flávia; JUREMEIRA, Robson L. S.; MIRANDA, Critiana P. C.; OLIVEIRA, Osvaldo J. de; SILVA, Air Vieira da.
GESTALT NA ABORGAGEM DA FENOMENOLOGIA HUMANISTA: O diagnóstico
Trabalho apresentado como SEMINÁRIO na disciplina Psicodiagnóstico, do 7º Semestre do Curso de Psicologia da Faculdade de Ciências Biológicas e da saúde da UNIGRAN, ministrada pela Professora Msc LIA DAUBER.
1. INTRODUÇÃO
O movimento gestáltico surgiu no período compreendido entre 1930 e 1940 e teve como expoentes máximos: Max Wertheimer (1880-1943), Wolfgang Köhler (1887-1967) e Kurt Koffka (1886-1941). Posteriormente Kurt Goldstein (1878-1965) dedicou-se ao estudo das manifestações comportamentais com base nas noções da Psicologia da Gestalt, com Frederick Perls (1893-1970), criador da Gestalt-terapia. A Psicologia da Gestalt teve sua origem na Alemanha a psicologia da forma (gestalt) nasceu de uma rebelião contra a ciência estabelecida na época. Por se oporem à tradição acadêmica da psicologia mais antiga (psicologia experimental), a gestalt era conhecida como uma psicologia de protesto.
A Psicologia da Gestalt originou-se como uma teoria da percepção que incluía as relações entre a forma do objeto e os processos do indivíduo que o recebe. Para os psicólogos gestaltistas, toda a percepção é uma gestalt, um todo que não pode ser compreendido pelas partes. O todo é mais que a soma das partes, uma paisagem não é apenas relva, mas céu, árvores, nuvens e outros detalhes, ela é uma percepção única que depende das relações existentes, definidas umas com as outras. Se mudarmos as relações, a qualidade do todo mudará completamente. Não são as partes separadas de uma melodia que caracterizam a percepção de uma melodia. A percepção que temos de um objeto qualquer é um todo, tem caráter global - é uma gestalt. A relação estabelecida entre as partes do todo pode ter vários tipos, entre eles a relação figura e fundo.