quinta-feira, 9 de junho de 2011

ABORDAGEM COGNITIVA

CHIMENEZ, V. A. et al.

1 INTRODUÇÃO



A abordagem cognitiva na psicologia foi uma resposta ao behaviorismo, que era a escola predominante de psicologia experimental na época. Não foi uma revolução contra o behaviorismo com o objetivo de transformar o behaviorismo em uma maneira melhor de desempenhar a psicologia adicionando-se um pouco de mentalismo nela. Seu objetivo era descobrir e descrever formalmente o sentido que os seres humanos criavam de suas experiencias com o mundo, e então para propor hipóteses sobre o que os processos de sentido-feitio implicavam.
Neste trabalho procuramos proporcionar um melhor entendimento da Abordagem cognitiva procurando enfatizar seu surgimento e seus pressupostos teóricos.





REVISÃO DE LITERATURA



1 A ABORDAGEM COGNITIVA



No início da década de 1940 ficava claro que nem a forma fisiológica nem a forma do behaviorismo eram viáveis. Na tentativa de investigar os processos mentais subjacentes ao comportamento humano surgiu a Abordagem Cognitiva (RODRIGUES & LOPES, s.d.)
A abordagem cognitiva vê os eventos que ocorrem no interior das pessoas como sendo pelo menos tão importantes quanto os estímulos ambientais no entendimento do comportamento (GLASSMAN & HADAD, 2008).
O desenvolvimento da abordagem cognitiva está intimamente relacionado com o behaviorismo, pois, em parte, ele se desenvolveu como uma reação contra a ênfase dos behavioristas nos eventos externos (GLASSMAN & HADAD, 2008).
A revolução cognitiva liderada por Noam Chomsky e George Miller na década de 50 influenciou de forma decisiva as direções tomadas pela psicologia de um modo geral. Seu trabalho enfatizou a complexidade da linguagem e evidenciou falhas no entendimento vigente do ser humano, abrindo caminho para os psicólogos cognitivistas (RABELO, 2010).
George Miller, em 1956, escreveu um artigo em que revelava sua descoberta sobre limitações nas habilidades de distinção e lembrança dos indivíduos. Nas suas experiências ele descobriu que as habilidades de distinção e lembrança precisas e absolutas pareciam sofrer uma mudança crucial aproximadamente no nível de sete itens. Contudo, processar ou codificar entidades em termos de suas varias dimensões, criando categorias, poderia aumentar o número de elementos que poderiam ser distinguidos uns dos outros (GARDNER, 1995 apud SANTANA et al, 2008).
Miller e seus colegas cognitivos aplicaram conceitos da ciência da comunicação à psicologia. Colin Cherry, na década de 1950, adotou metodologias de processamento de informação em teses nos quais submetia um indivíduo à recepção de sinais diferentes em cada um dos ouvidos. Donald Broadbent aprimorou os estudos de Cherry e concluiu que os indivíduos têm capacidade limitada para percepção e armazenamento de informações (GARDNER, 1995 apud SANTANA et al, 2008).
A psicologia cognitiva tem como temas de estudo mais gerais a percepção, a atenção, as representações mentais, a memória, a linguagem, a tomada de decisão e tosos os processos básicos envolvidos no funcionamento cognitivo humano. Uma área que se desenvolveu muito nos últimos anos foi a neurociência cognitiva, que leva em conta aspectos do funcionamento cerebral juntamente com o funcionamento cognitivo (RABELO, 2010).


1.1 A PSICOLOGIA E AS CIÊNCIAS COGNITIVAS


Em 1950, surge um movimento interdisciplinar interessado pelo estudo da cognição humana, a Ciência Cognitiva, que é uma disciplina criada objetivando o estudo da cognição de diferentes pontos de vista, seja abstrato, humano ou mecânico (MESSER, 1995 apud NEUFELD et al, 2011).
Gardner (1995) considera cinco aspectos para que um estudo seja associado às ciências cognitivas. O primeiro é relativo a representações mentais humanas em um nível de análise totalmente separado, por um lado, do biológico ou do neurológico e, por outro, do sociológico ou do cultural. O segundo aspecto é sobre a crença de que o computador é essencial para compreender a mente humana, formando um modelo de como ela funciona. O terceiro aspecto trata de não enfatizar, por motivo de complexidade demasiada, fatores afetivos ou emocionais, nem históricos ou culturais, nem o papel do contexto de fundo no qual ocorrem atitudes ou pensamentos particulares. O quarto aspecto é relativo à compreensão da ciência cognitiva como uma área interdisciplinar que envolve principalmente a filosofia, psicologia, inteligência artificial, linguística, antropologia e neurociência. O quinto aspecto diz respeito à agenda de questões que é oriunda das questões dos epistemologistas da tradição filosófica ocidental, remontando ao tempo dos gregos.
A Psicologia Cognitiva procura buscar os processos de aquisição do conhecimento, dando importância à mente e não ao comportamento. Está interessada em saber como a mente funciona e organiza as experiências, tratando do modo como as pessoas percebem, aprendem, recordam e pensam sobre a informação, ou seja, suas atividades mentais. Um psicólogo cognitivo procura estudar o modo com que as pessoas lembram-se de alguns fatos, mas se esquecem de outros, ou como aprendem a linguagem. Dando ênfase alguma das questões e das preocupações que surgem quando pensamos sobre como as pessoas pensam (STERNBERG, 2008).
A cognição refere-se ao processo pelo qual nós nos familiarizamos com as coisas, como adquirimos o conhecimento, na atuação ativa e criativa do indivíduo em organizar estímulos recebidos do ambiente, não sendo este apenas passivo as ações externas.


1.1.2 GRANDES ÁREAS DE INVESTIGAÇÃO EM PSICOLOGIA COGNITIVA


Existem algumas áreas de conhecimento relacionadas à psicologia cognitiva, como: a inteligência humana, a inteligência artificial, a representação do conhecimento, a construção de conceitos, a atenção, a percepção visual e auditiva, a linguagem, o reconhecimento de modelos, o esquecimento e a lembrança, a ciência da computação, entre outras (VESCE, 2008).
Em termos cognitivos a memória pode ser definida como a retenção e o uso de aprendizagem anterior. A memória é um porque, através dela, as experiências passadas influenciam o que fazemos no presente (GLASSMAN & HADAD, 2008).
A percepção envolve os processos mentais, a memória e outros aspectos que podem influenciar na interpretação dos dados percebidos. O comportamento das pessoas é baseado na interpretação que fazem da realidade.
A atenção é o processo cognitivo pelo qual o intelecto focaliza e seleciona estímulos, estabelecendo relação entre eles.




3 OBJETIVO


O objetivo deste trabalho é compreender alguns aspectos históricos relativos ao surgimento da psicologia cognitiva, como está foi definida e como posicionou-se frente a alguns pressupostos teóricos e metodológicos vigentes no período posterior a II Guerra Mundial.




4 JUSTIFICATIVA


Logo após a Segunda Guerra Mundial a Abordagem Cognitiva foi se tornando cada vez mais ganhando destaque na sociedade pois as explicações que vinham dos behavioristas através do paradigma estímulo e resposta já não estava mais surtindo efeito, precisavam de algo que pudessem explicar o que ocorriam dentro do indivíduo, surgindo assim a Abordagem Cognitiva.




5 CONCLUSÃO


Vimos, que a abordagem cognitiva enfatiza o papel dos processos de mediação no comportamento humano. A principal suposição é que o comportamento pode ser mais bem entendido observando-se os processos que ocorrem entre um estimulo ambiental e a resposta comportamental. Os temas de estudo da psicologia cognitiva são percepção, atenção memória, representações mentais e a linguagem, processos básicos envolvidos no funcionamento cognitiva, que leva em conta aspectos do funcionamento cerebral juntamente com o funcionamento cognitivo.




REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


RABELO, André. Psicologia Cognitiva. Disponível em: < http://cienciaumavelanoescuro.haaan.com/2010/06/psicologia-cognitiva/>. Acesso em: 22 maio de 2011.

RODRIGUES, Carlos Manoel Lopes; LOPES, Ederaldo José. A psicologia Cognitiva no Brasil: Um Panorama dos anos 90. Disponível: . Acesso: 23 maio de 2011.

STERNBERG, Robert J. Psicologia Cognitiva. Editora Artmed – Porto Alegre: 4 edição, 2008.

VESCE, Gabriela E. Possolli. Psicologia Cognitiva. Disponível: < http://www.infoescola.com/psicologia/cognitiva/>. Acesso em : 24 maio de 2011.

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